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Diagnóstico Prematuro
do Abdome Agudo em Cavalos:
Nota Técnica, Parte 3
Dr. Jorge M. Genoud *; Dra. Adriana
I. Moiron *.
* Educacional da Área de Doenças Médicas, Faculdade Ciências
Veterinárias, U. B. A, Argentina
A maior dificuldade apresentada no Abdome Agudo, é determinar o grau de severidade da doença, executar um diagnóstico adequado, e ser capaz de executar o tratamento baseado nos sinais clínicos. É por esta razão que nós comentaremos cada detalhe dos sinais clínicos mais comumente achados nos equinos e, para isso, por diferenciação de sinais apresentados ao profissional no momento de tomar uma decisão sobre a etiopatogenia, diagnóstico e terapia.
Sinais clínicos:
Dor:
O
exame físico deve começar com a observação do
paciente, e por ele nós devemos determinar a intensidade da dor. Para
isso, o cavalo deve ser acompanhado pelo tratador ou auxiliar que o fará
caminhar.
Se a dor é presente como acontece na maioria dos equinos, estes tem
movimentos anormais tanto no estábulo como no pasto, e é aqui
onde o profissional pode observá-lo com maior detalhe e decifrar o
tipo da dor.
Os tratamentos anteriormente executados pelo proprietário ou o treinador
devem ser notificados ao profissional. Pois estes tratamentos podem ser a
causa da maioria dos sinais presentes. O Veterinário terá que
ser capaz de observar as interpretações ambíguas.
A dor abdominal no cavalo pode ter sinais tais como:
o
Tocar com a perna a terra de modo a se arranhar.
o Girar a cabeça em direção ao lado.
o Chutar o abdome com as patas traseiras.
o Dobrar-se para baixo como se quisesse sentar.
o Colocar-se por vezes repetidas em atitude de urinar.
o Permanecer deitado ao chão por tempo prolongado depois do exercício.
o Ranger os dentes (bruxismo).
o Atitude de cachorro sentando-se.
o Deitar bruscamente na terra
o Suar gradativamente, até que chegue a uma grande intensidade.
o Tremor do lábio superior.
o Gemer.
Estes sinais podem ser vistos em qualquer tipo da doença intestinal.
A intensidade da dor gradua-se como:
1.
Nenhuma dor
2. Dor leve
3. Dor moderada
4. Dor severa
5. Depressão.
o A dor leve inclui um ou mais dos seguintes sintomas: tocar com a perna o chão (arranhar), girar ocasionalmente em direção ao lado, estender-se, bruxismo e permanecer no chão por tempo prolongado (mais longo que o normal).
o A dor moderada tem um ou mais sintomas, e são os seguintes: toque com a perna no chão, permanecer jogado por longos períodos, chutar-se no abdome, dar retornos sobre si na terra, girar a cabeça em direção ao lado, supor a posição de cachorro que senta-se e/ou estar em movimento constante.
o
A dor severa tem um ou mais sintomas, e são os seguintes: sudorese,
cair ao pasto em forma violenta, voltas violentas, movimentos contínuos
semelhantes a tremores, corcovear ou qualquer outro acima anteriormente mencionado
que são mostrados, geralmente com intensidade.
o A depressão é uma parte da resposta ao abdome agudo e pode
estar presente como o primeiro sinal observado no cavalo antes ou depois de
episódios de cólicas ou em outras doenças, em ambas com
demonstrações leves, moderadas e severas. Os cavalos com a depressão
apresentam uma atitude tranqüila, relaxada, com falta de interesse para
comer ou beber.
Geralmente, quanto mais severa é a doença, maior será a intensidade da dor.
Quando a dor pode ser classificada como leve, moderada ou severo, ou quando está presente somente com depressão ou em combinação com a dor. A doença de obstrutiva produzirá predominantemente uma dor leve ou moderada, enquanto que se a doença produz estrangulação serão apresentadas em dor moderada a severo. A dor indica a severidade da doença na maioria dos casos, mas em cada doença que apresenta dor desde leve a severa, também pode aparecer a depressão.
Os sinais da dor que aparecem, dependerão também do temperamento do equino. Dois cavalos diferentes com a mesma doença, freqüentemente exibem os sinais diferentes.
Também, embora não tão freqüente, a dor do paciente pode ser representada como:
o
entrar na água
o movimentos dos lábios
o morder-se do lado
o golpear-se contra as paredes do estábulo
o cabeça fixa contra a terra
o girar sobre si
Todo essas são atitudes que parecem ser relacionadas à personalidade dos cavalos e são vistas geralmente nos casos crônicos e/ou de dor leve.
A dor intermitente é vista mais freqüentemente nos casos de obstruçãoes simples, cujo causa deve à contração cíclica intestinal em direção a oral e contra da obstrução.
A dor severa é a que é vista mais freqüentemente nos casos de timpanismo ou estrangulação severa, já que ao sobreesticar-se a parede intestinal ou aumentar a tensão do mesenterio, é visto um estímulo na causa de dor dita.
O cavalo deprimido pode ser produto de uma dor aguda ou só em dor intermitentemente, produto de patologias tal como enterites, flebites ou peritonites. Nestes casos a dor não indica severidade. Vários cavalos severamente doentes com enterites sem peritonites, onde não são apresentados com tanta dor, possuem uma doença severa de intestinal.
Quando mudanças da dor são produzidas rapidamente, passando de severa a incontrolada ou desde que haja alívio à depressão, deve suspeitar-se de atonia estomacal ou intestinal. Alguns sinais causados pela dor podem ajudar no diagnóstico.
o Os potros recentemente nascidos com esforço para defecar ou urinar, podem ter uma impactação de mecônio ou uma atonia de bexiga.
o Os potros que rolam sobre si mesmos e ficam nesta posição por períodos longos de tempo, podem ter freqüentemente úlcera gástrica.
o A posição de cachorro sentado, embora raramente vista, é um aviso de distensão gástrica. Os cavalos com impactação com areia, freqüentemente ficarão estendidos durante alguns minutos.
o A dor exibida simultaneamente com sons intestinais, é freqüentemente um sinal de obstrução do cólon maior.
Todos estes sinais não são específicos de uma patologia, mas são ajudas importantes para se classificar a doença.
o A aparência externa do cavalo pode ser útil na avaliação da doença. Assim vemos isso:
1.
Os ferimentos em particular localizados ao redor da cabeça, indicam
um período de dor severa e mais uma duração longa do
problema que pode ser apresentada na história.
2. A distensão abdominal revela rapidamente o aumento dos órgãos,
assim como o ceco, cólon maior ou o intestino delgado estarão
dilatados.
3. O deslocamento do ceco produzirá um aumento no lado referente à
zona afetada (lado direito), enquanto o deslocamento do cólon maior
pode produzir protrusões anormais, assim como no lado esquerdo em relação
ao deslocamento do cólon no espaço renoesplénico. Geralmente
estes aumentos ocorrem com torções do cólon maior ou
com volvulos do intestino delgado.
4. As deformações abdominais associam-se geralmente com a dor
parietal na peritonite ou pleurite.
5. O aumento de uma hérnia umbilical, hérnia abdominal ou escrotal
seriam capazes de indicar um encarceramento intestinal com obstrução
ou estrangulamento.
6. A sudorese é também um sinal de dor severa indicativa de
uma liberação de endotoxinas. A sudorese pode começar
imediatamente quando a dor é presente e sem o esforço físico
do paciente.
Bibliografia:
1.
Allen, D., White, N.A., and Tyler, D.E.: Factors for prognostic use in equine
obstructive small intestinal disease, J. Am. Vet. Med. Assoc., 1986.
2. Hanns, Jurguen, Wintzer: Enfermedades del Equino, Editorial Hemisferio
Sur; Buenos Aires, 1985.
3. Parry,B.W.: Use of clinical pathology in evaluation of the horses with
colic, Vet. Clin. N. Am. Equine Pract., 3:529-542, 1987.
4. Robinson: Terapia Actual en Medicina Equina II, Editorial Prensa Veterinaria;
Argentina, 1992.
5. Hickman: Cirugía y Medicina Equina Vol. l y II, Editorial Hemisferio
Sur; Buenos Aires, 1988.
6. Parry, B.W.: Prognostic evaluation of equine colic cases. Compend.Contin.
Educ., 8:98-104, 1986.
7. Rose and Hadgson: Manual de Medicina Equina, Editorial Interamericana;
1995.
8. Blood D.C, Henderson J.A., Radositis O.M.: Medicina Veterinaria, Editorial
Interamericana; 6 ta. Edición.
9. Robinson: Current Theraphy in Equine Medicine III, Saunders Company, 1992.
10. Auer: Equine Surgery, Saunders Company, 1992.
Dados dos autores:

Dra. Moiron
Adriana
Médica Veterinaria
Egresada de
la F.C.V. de la U.B.A en 1983.
Nacionalidad: Argentina.
Docente del Área de Enfermedades Médicas de la F.C.V. de la
U.B.A. Argentina, desde 1992 a la fecha.
Ex docente de la Cátedra de Histología y Embriología
de la F.C.V. de la U.B.A., Argentina, desde 1979 hasta 1986.
Docente del Instituto Médico Argentino de Acupuntura (IMADA), desde
1993 a la fecha.
Directora del Laboratorio Clínico Veterinario Alem, especializado en
la práctica de análisis clínicos en P.A., desde 1983
a la fecha
Domicilio profesional:
Alem 511 - Ramos Mejía - Bs. As
Argentina - CP. 1706
TE / mensajes/Fax: ( 54 -11) 4658-2750.
Móvil: 15-4434-4567
Email:adrianamoiron@terra.com

Dr. Jorge Genoud
Médico Veterinario
Egresado de
la F.C.V. de la U.B.A en 1977.
Nacionalidad: Argentino.
Docente del Área de Enfermedades Médicas de la F.C.V. de la
U.B.A. Argentina, desde 1996 a la fecha.
Asesor Veterinario (Equinos) de la Sociedad Ruaral Argentina, desde 1987 a
la fecha.
Miembro de la Comisión Nacional de Sanidad Equina del Servicio Nacional
de Sanidad Animal, desde 1997 a la fecha.
Docente del Instituo Superior de Ensañanza y Extensión Agropecuaria
de la Sociedad Rural Argentina, desde 1989 a la fecha
Autor de diferentes publicaciones sobre Sanidad y Enfermedades de los Equinos.
Ex Médico Veterinario de la Sección Clínico, Médico
y Quirúrgica de la Policía Montada, desde 1977 a 1994
Miembro de la Asosiación Argentina de Veterinaria Equina y de la Sociedad
de Medicina Veterinaria.
Docente de la Facultad de Ciencias Agrarias de la Universis Católica
Argentina (Curso El Caballo).
Domicilio profesional:
Av. Congreso 2610 - Bs. As
Argentina - CP. 1428
TE / mensajes/Fax: ( 54 -11) 4784-4381.
Email:estudiogenoud@datamarkets.com.ar