
Editorial
Notícias e novidades
Artigos científicos
Listas de discussão
Cirurgias em vídeo
Oferecem estágio
Procuram estágio
Links interessantes
Serviços veterinários
Deixe a sua mensagem
Ortopedia com Dra. Lucine Janiak
Lançamentos
Cursos e eventos
Instituições
de ensino veterinário
Cirurgias em fotos
Agradecimento
Página inicial
Raças
de Cães
Raças
de gatos
Peixes ornamentais
Serviços veterinários
Fale com o veterinário
Achados e perdidos
Casamentos
Doenças mais comuns
Tire suas dúvidas
Criadores
Listas de discussão
Doações
Adoções
Venda de animais (particulares)
Lista de nomes para animais
Links interessantes
Escolha seu cão
Escolha seu gato
Escolha seu animal de estimação
Assuntos importantes
Editorial
Mostre o seu amigo (fotos)
Conte a história
Instituições de ensino
veterinário
Kennel clubes
Clubes
Associações
Federações
Cliparts
Curiosidades
Página inicial

Figura 4. Correto posicionamento do cão para o diagnóstico da displasia.
Radiografia perfeita:ao se realizar uma radiografia das articulações coxofemorais para o diagnóstico da displasia, faz-se neces-sária, preferencialmente, a anestesia geral, podendo ser de curta duração, de tal forma que o paciente esteja livre de qualquer reação, com o objetivo de se obter um posicionamento correto. O animal é então colocado em decúbito dorsal (Figura 4), com os membros posteriores estendidos caudalmente, de igual comprimento, paralelos entre si e em relação à coluna vertebral, rotacionados mediante,de tal forma que as patelas se sobreponham aos sulcos trocleares. A pelve deve estar paralela à superfície da mesa, ou seja, sem inclinação. Para uma radiografia de posicionamento adequado é de grande valia uma calha, utilizada para deitar o animal no seu interior, com a pelve fora da mesma. Portanto ela é um acessório muito importante para este tipo de exame. Os membros torácicos são estendidos cranialmente, tornando-se o cuidado de não haver inclinação do tórax do animal. Nestas circunstâncias a imagem radiográfica deverá nos mostrar o seguinte (Figura 5):
-
ílios simétricos
- canal pélvico ovalado, de contornos simétricos, quando dividido
sagitalmente
- forâmens obturadores simétricos
- fêmures paralelos entre si e com a coluna vertebral
- patelas sobrepostas aos sulcos trocleares
A imagem radiográfica deve permitir a visualização de toda a pelve, assim como das articulações fêmoro-tíbio-patelares,para que se possa avaliar a simetria dos ílios e os posicionamentos das patelas. Se estas não tiverem sobrepostas aos sulcos trocleares, conclui-se que os posteriores foram rotacionados insuficiente ou excessivamente. Normalmente é insuficiente, ou seja, a patela tende a se sobrepor mais ao côndilo lateral do fêmur do que ao sulco propriamente dito.No posicionamento apropriado das patelas, alcançados através da rotação mediana dos membros, exerce-se uma força sobre as cabeças femorais, levando as articulações displásicas à subluxação, enquanto que o animal normal não correrá o mesmo. Normalmente é esta subluxação a primeira alteração radiográfica e em princípio a mais importante.Através dela é que se determina o grau no índice de Norbeg. As demais alterações irão se desenvolver como conseqüência da subluxação, como por exemplo a artrose, por isso denominada de artrose secundária.Uma radiografia de qualidade deverá ser bem contrastada, observando-se de forma bem detalhada o bordo acetabular dorsal e a estrutura trabecular da cabeça e colo femorais. Alcançam-se estes objetivos utilizado-se bons equipamentos de raios X, é crans e filmes de boa procedência, revelação por processamento automático sempre que possível e uma câmara escura que realmente seja escura, provida de uma lâmpada de segurança que realmente seja de segurança. Sob a superfície da mesa radiográfica, no Bucky, faz-se presente a grade anti-difusora, com a função de absorver a maior parte da radiação secundária. Esta, quando ausente, produz imagens sem contraste, isto é, de aspecto enfumaçado.

Figura 5. Desenho da simetria anatômica como decorrência de um posicionamento correto.
Radiografia inadequada: é aquela sem posicionamento apropriado, caracterizada principalmente pela assimetria dos ílios, au-sência de paralelismo entre os fêmures, principalmente por abdução dos membros, patelas não sobrepostas aos sulcos trocleares e aquelas sem padrão de imagem, por estarem sub ou super expostas (claras ou escuras, respectivamente), prejudicando o contraste, tremidas, manchadas, mal reveladas, etc., bem como aquelas sem dados de identificação do paciente na emulsão(antes da revelação)do filme.
Diagnóstico:é
realizado através do índice de Norberg (Figura 6). Baseia-se
na determinação dos centros das cabeças femorais e da
união dos mesmos por intermédio de uma linha, que nos possibilitará
traçar, a partir de um dos centros uma segunda linha, que tangenciará
o bordo acetabular crânio lateral. As duas linhas formam entre si um
ângulo, chamado ângulo de Norberg. Este é apenas um dos
elementos necessários para o diagnóstico da displasia. Outros
fatores devem ser levados em consideração, tais como o posicionamento
do centro da cabeça femoral em relação ao bordo acetabular
dorsal, o aspecto da linha articular, a presença de alterações
articulares degenerativas (artrose secundária) e a conformação
dos bordos acetabulares, principalmente do crânio lateral. Segundo Norberg
o menor ângulo compatível com a normalidade é 105º , porém
pode haver uma articulação com 105º ou mais e ser classificada
como próxima do normal (B) ou levemente displásica (C), Bastando
para isto a presença de osteófito no bordo acetabular crânio
lateral, adulterando o ângulo ou quando menos de 50 % da cabeça
femoral estiver inserida dentro da cavidade acetabular. Os autores tem preconizado
pelo menos 50 %. É de fundamental importância entender, que em
princípio, quanto maior o ângulo de Norberg, maior será
a congruência articular. Em outras palavras, maior será o contato
entre cabeça femoral e cavidade acetabular ou maior será a intimidade
entre elas ou maior ser'ao encaixe da cabeça femoral. A partir deste
momento, quanto menor a congruência articular, menor será o ângulo
e mais evidente será a subluxação, podendo atingir até
a luxação.
Há alguns anos o Colégio Brasileiro de Radiologia Veterinária
- CBRV, através de uma plêiade de médicos veterinários
radiologistas, tem tornado realidade, como em outros países, a emissão
de um Certificado de Controle da Displasia Coxofemoral Canina. Esta nova modalidade
de prestação de serviços surgiu de uma necessidade premente,
já que havia uma enorme discrepância entre os diagnósticos
realizados. Estas discrepâncias levaram e continuam levando inúmeros
criadores a prejuízos incomensuráveis, já que alicerçaram
sua criação em reprodutores supostamente sem displasia. O CBRV,
ao receber a radiografia realizada por médico veterinário, a
examina quanto a qualidade diagnóstica, podendo devolvê-la, caso
a mesma não obedeça aos padrões técnicos exigidos.