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Figura 6. A sobreposição de uma circunferências concêntricas ao limite da cabeça femoral determinará o centro da referida cabeça femoral.
Normas
do CBRV para avaliação da displasia coxofemoral em cães
no Brasil,segundo os critérios da Federação
Cinológica Internacional - FCI
1 - Procedimentos técnicos
Idade
A avaliação das condições articulares será
feita conclusivamente a partir dos doze meses completos de idade na maior
parte das raças, exceção feita ao Bullmastiff, Dogue
de Bordeaux, Great Dane, Leonberger,Maremma,Mastiff, Mastim Napolitan, Newfoundland,Landseer,Pyrenean
Mountain Dog e St. Bernard, cuja apreciação deverá ser
realizada com pelo menos dezoito meses completos de idade. Avaliações
preliminares das articulações coxofemorais poderão ser
realizadas a partir dos seis meses de idade.
Contenção
Com a finalidade de assegurar a qualidade técnica desejada, é
obrigatória a contenção do paciente, mediante a utilização
de associações farmacológicas capazes de determinar perfeito
relaxamento do animal, para se obter o posicionamento correto e livre de reações
por parte do cão.
O médico veterinário, ao realizar a radiografia, assinará
um termo de responsabilidade, comprometendo-se com esse tipo de contenção.
Posicionamento
Decúbito dorsal com os membros pélvicos em extensão
caudal, paralelos entre si e em relação à coluna vertebral,tomando-se
cuidado de manter as articulações fêmoro-tíbio-
patelares rotacionadas medialmente, de tal forma que as patelas se sobreponham
aos sulcos trocleares.Deve-se ainda ter o cuidado para que a pelve fique em
posição horizontal. Uma segunda radiografia poderá ainda
ser utilizada, com os membros pélvicos flexionados-frog position (posição
de rã).
Identificação
do filme
Na identificação mínima permanente do filme, em sua
emulsão,deverá constar o número de registro do animal,
raça, data de nascimento, data do exame radiográfico e a identificação
da articulação coxofemoral direita ou esquerda.
Identificação
do paciente
O médico veterinário ao realizar a radiografia deverá
identificar o animal, caso ainda não esteja, por microchip, corretamente
denominado de transponder(Figura 7), ou por tatuagem, para um posterior controle,
se necessário.

Figura 7. O transponder (microchip) mede 11 x 2mm. Sua implantação é subcutânea, como qualquer administração medicamentosa pela mesma via, dorsalmente ao encontro das escápulas.
Tamanho
do filme
Deve ser suficiente para incluir toda a pelve e as articulações
fêmoro-tíbio-patelares do paciente.
Qualidade
da radiografia
Serão analisadas as radiografias devidamente identificadas e as
que obedecerem os critérios de posicionamento do animal, cujo padrão
de qualidade ofereça condições de visualização
da micro trabeculação óssea da cabeça e colo femorais
e ainda definição precisa das margens da articulação
coxofemoral, especialmente do bordo acetabular dorsal.
2
- Laudo
O radiologista, ao receber a radiografia, avaliada a sua qualidade para
o diagnóstico, ficando a seu cargo a possibilidade de ser devolvida
ao médico veterinário que a realizou, caso não obedeça
aos padrões técnicos desejados. Para a emissão do laudo
definitiva, cada radiografia será examinada por um dos radiologistas
credenciados pelo CBRV, escolhido por sorteio, que não terá
conhecimento do nome de registro ou mesmo do proprietário do animal.
Cada proprietário terá direito, mediante pagamento dos respectivos
custos, de recorrer a um segundo e último diagnóstico, submetido
ao júri da Displasia Coxofemoral do Comitê Científico
da Federação Cinológica Internacional.