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Classificação das articulações coxofemorais:
A
(HD -): sem sinais de displasia coxofemoral (Figura 8)
A cabeça femoral e o acetábulo são congruentes. O bordo
acetabular crânio lateral apresenta-se pontiagudo e ligeiramente arredondado.
O espaço articular é estreito e regular. O ângulo acetabular,
segundo Norberg, é de aproximadamente105º, como referência.
B
(HD +/-): articulações coxofemorais próximas do normal
(Figura 9)
A cabeça femoral e o acetábulo são ligeiramente incongruentes
e o ângulo acetabular, segundo Norberg, é de aproximadamente
105º ou o centro da cabeça femoral se apresenta medialmente ao
bordo acetabular dorsal.
C
(HD +): displasia coxofemoral leve (Figura 10)
A cabeça femoral e o acetábulo são incongruentes. O ângulo
acetabular, segundo Norberg, é de aproximadamente 100º e/ou há
um ligeiro achatamentos do bordo acetabular crânio lateral. Poderão
estar presentes irregularidades ou apenas pequenos sinais de alterações
osteoartrósicas da margem acetabular cranial, caudal ou dorsal ou na
cabeça femorais.
D
(HD ++): displasia coxofemoral moderada (Figura 11)
Evidente incongruência entre cabeça femoral e o acetábulo
com subluxação. Ângulo acetabular, segundo Noreberg, é
maior do que 90º, como referência. Presença de achatamento
do bordo acetabular crânio lateral e/ou sinais osteoartrósicos.
E
(HD +++):displasia coxofemoral severa (Figura 12)
Marcadas alterações displásicas das articulações
coxofemorais, como luxação ou distinta subluxação.
Ângulo acetabular, segundo Norberg, menor do que 90º. Evidente
achatamento da margem acetabular cranial, deformação da cabeça
femoral (formato de cogumelo, achatada) ou outros sinais de osteoartrose.

Figura 8. A (HD -),sem sinais de displasia
coxofemoral.
Figura 9. B (HD +/-),articulação coxofemoral próxima
do normal.
Figura 10.C (HD +),displasia coxofemoral leve.Discreta subluxação.
Figura 11.D (HD ++),displasia coxofemoral moderada. Evidente
subluxação, acompanhada de osteoartrose.
Figura 12.E (HD +++), displasia coxofemoral severa. Subluxação
ainda mais evidente, acompanhada de osteoartrose.
Pré requesitos para a emissão do laudo de displasia coxofemoral pelo CBRV:
Radiografia
das articulações coxofemorais conforme as normas do CBRV.
Cópia autenticada do pedigree ou da tarjeta do animal.
Termo de responsabilidade do médico veterinário*
Termo de responsabilidade do proprietário ou responsável*
Taxa em dinheiro ou cheque nominal à ABRV
Todas as radiografias encaminhadas ao CBRV deverão ser remetidas de
qualquer parte do Brasil para:
Colégio Brasileiro de Radiologia Veterinária
Caixa Postal 42041 - 04073-970 - São Paulo - SP
FONE: (0_11) 530-9050
* Os termos de responsabilidade devem ser solicitados ao CBRV
Tratamento:
poderá ser medicamentoso ou cirúrgico.Relacionam-se neste último
várias possibilidades, desde as mais simples, tais como, por exemplo,
a pectineotomia e a ressecção de cabeça femoral (artroplastia
excisional), até as mais complexas, comO as correções
de desvios do tipo geno valgo e antiversão, a osteotomia tripla de
pelve, a osteotomia intertrocantérica, o alongamento de colo femoral,
a prótese total, etc., e as associações cirúrgicas,
como femoral. Modernamente tem se tratado, não só a displasia
coxofemoral, mas também a displasia do cotovelo, a osteocondrose, a
necrose avascular de cabeça femoral,a espondiloartrose, enfim, todas
as patologias articulares degenerativas(artroses)e inflamatórias (artrites)
através de produtos de origem natural com a propriedade de regenerar
(anabolizar)e proteger a cartilagem articular degenerada, produzindo uma analgesia
natural. Os antiinflamatórios esteróides mascaram a dor, liberando
os movimentos articulares.Estes esteróides somados aos movimentos articulares
tem uma ação de destruição (catabolização)da
cartilagem articular, que é antagônica aos fatores anabolizantes
dos produtos acima referidos. Por esta razão a associação
dos mesmos não deve ser recomendada, muito menos só a aplicação
dos antiinflamatórios. A ação anabolizante do produto
pode ter um resultado final melhor quando acompanhada de medidas apropriadas
de manejo,tais como manter o animal em locais restritos para que o mesmo reduza
sua atividade física, assim como evitar a obesidade do paciente e os
locais escorregadios. Há inclusive a possibilidade de ocorrer um remodelamento
osteoarticular. Este fato é de suma importância, pois os osteófitos
pericondrais poderiam ser, no mínimo, parcialmente reabsorvidos, descomprimido,
por exemplo, as ramificações nervosas eferentes localizadas
nos espaços intervertebrais. Poderíamos evitar a calcificação
dos discos interverterbrais.
Caso estes procedimentos não sejam coroados de êxito, não
podemos deixar de considerar a intervenção cirúrgica
como uma possibilidade adicional.
Referências Bibliográficas
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in dogs.Veterináry Medicine, (aug.),1987.
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11 - TOMILINSON,J.; McLAUGHLIN. Jr., R.Medically managing canine hip dysplasia.Veterinary
Medicine, p.48-53,1996.
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15 - VERLAG, M.; SCHAPERH, H. Bercht der hüftgelenk dysplasia. Kleintier
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Edgar Luiz Sommer - CRMV-SP nº 1556
1. Sócio proprietário do Provet, responsável pelos setores
de radiologia, ultra-sonografia e ecocardiografia; Conselheiro do Conselho
Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo; Diretor
Secretário do Colégio Brasileiro de Radiologia Veterinária;
Diretor pela América do Sul do International Veterinary Radiology Association.
Carlo
Leonardo Grieco Fratocchi - CRMV-SP nº 7080
2. Presidente da Associação Brasileira de Radiologia Veterinária;
membro do Colégio Brasileiro de Radiologia Veterinária; Radiologista
do Provet; membro do International Veterinary Radiology Association.
Fonte deste artigo: Revista de Educação Continuada do CRMV-SP. São Paulo, fascículo 1, volume 1, p.031-035, 1998.