
Editorial
Notícias e novidades
Artigos científicos
Listas de discussão
Cirurgias em vídeo
Oferecem estágio
Procuram estágio
Links interessantes
Serviços veterinários
Deixe a sua mensagem
Ortopedia com Dra. Lucine Janiak
Lançamentos
Cursos e eventos
Instituições
de ensino veterinário
Cirurgias em fotos
Agradecimento
Página inicial
Raças
de Cães
Raças
de gatos
Peixes ornamentais
Serviços veterinários
Fale com o veterinário
Achados e perdidos
Casamentos
Doenças mais comuns
Tire suas dúvidas
Criadores
Listas de discussão
Doações
Adoções
Venda de animais (particulares)
Lista de nomes para animais
Links interessantes
Escolha seu cão
Escolha seu gato
Escolha seu animal de estimação
Assuntos importantes
Editorial
Mostre o seu amigo (fotos)
Conte a história
Instituições de ensino
veterinário
Kennel clubes
Clubes
Associações
Federações
Cliparts
Curiosidades
Página inicial
Ceratite pigmentar
A
ceratite pigmentar é condição comum em cães em
que o pigmento é carregado ao epitélio e estroma superficial,
em associação com ceratites crônicas(25). O
sítio de pigmentação na córnea pode permitir a
identificação da fonte de irritação. A pigmentação
focal está habitualmente associada à distiquíase, entrópio,
ectrópio, pregas nasais e cílios aberrantes(6). A
ceratite pigmentar central ocorre na ceratoconjutivite seca, ceratite por
exposição, lagoftalmia e ceratite neuroparalítica(6).
O tratamento consiste na remoção do agente causal(6). Corticoperapia
tópica (na ausência de úlceras), preparações
com lágrimas artificiais, estimulação da produção
lacrimal pela utilização de pilocarpina oral ou da ciclosporina
tópica, bem como procedimentos em certactomia superficial podem ser
úteis em alguns casos(6,25).
Ceratite ulcerativa
A
ulceração é a doença corneana mais comumente observada
em cães e gatos e é caracterizada pela perda do epitélio
e do estro-ma superficial, com ou sem perda do tecido cornenano profundo(13,5).
A ulceração da córnea exibe ampla variedade de causas,mas
o trauma é, provavelmente, o mais comum entre os agentes envolvidos(10).
As causas infecciosas incluem : infecções bacterianas (possivelmente
precedidas por um trauma inicial) por Staphilococcus e Pseudomonas
aeruginosa , infecções micóticas como a aspergilose
e a candidíase e infecções virais pelo Herpesvírus
felino tipo I (10,13,23).
Figura 4 - Olho de cão apresentando ulceração
corneanas. Notar depressão e edema perilesional.
As
úlceras podem ser secundárias a outras enfermidades corneanas,
como as distrofias epiteliais, o edema crônico nos casos de glaucoma
e as ceratites neurotróficas(25).
Quando à perda de substância têm sido incriminados os
corpos estranhos, anormalidades dos cílios (distiquíases,
triquíases e cílios ectópicos), arranhadura por gato,
traumas químicos (ácidos e álcales), anormalidades
palpebrais(entrópio, ectrópio, lagoftalmia ou exoftalmia e
buftalmia). Há, ainda, causas relacionadas à paralisia do
nervo facial e doenças do filme lacrimal(10,12,4,2,15,25,5).
As úlceras freqüentemente exibem sinais clínicos clássicos,
traduzidos por fotofobia, bleforospasmo, epífora e perda da transparência
pela invasão de vasos, migração de células inflamatórias
devido ao edema, desarranjo das lamelas de colágeno, resultante da
reparação cicatricial, deposição de pigmentos
e de outras substâncias como lipídios e cálcio(25,22).
As úlceras superficiais usualmente são pequenas e resultantes
de injúria mecânica(4). As úlceras profundas
são geralmente de formas ovuladas ou arredondadas, de margem abrupta
e circundadas por edema e infiltração vascular(17)(Figura
4). Dentre as complicações, destacam-se as perfurações
e as uveítes secundárias(25).
A terapia consiste na profilaxia ou no controle da infecção,
da erosão e na retirada da causa(13). No geral, o tratamento
deve ser direcionado para a prevenção ou eliminação
da contaminação, controle da uveíte, analgesia, interrupção
da destruição tecidual, preservação
da transparência e da função corneana e suporte tecidual(10).
Ceratite herpética
Ceratites
virais como causa de ceratites ulcerativas em cães têm sido
incriminadas, contudo não há comprovação(10).
Ao con-trário dos cães, em gatos, o Herpesvírus felino
é causa importante de ulceração corneana(9).A
ceratite herpética pode acometer felinos de qualquer faixa etária;
todavia são reconhecidos como mais freqüentes os casos acometendo
animais adultos com sinais leves de afecção do trato respiratório
superior. Cabe lembrar que se trata de afecção manifesta uni
ou bilateralmente(16).
As úlceras herpéticas apresentam-se segundo um ou vários
padrões. Podem ser pequenas e numerosas (punctatas), lineares e ramificadas
(úlceras dendrítica) e geográficas(19).
Os sinais clínicos exibem ainda conjuntivites de leves a moderadas
até a perfuração da córnea com perda do olho
afetado (16). Agentes antivirais tópicos devem ser utilizados
por, no mínimo, duas semanas. A trifluridina, droga de escolha, é
particularmente indicada, porquanto penetra melhor a córnea(7).
No nosso meio, a idoxuridina tem sido também empregada.
Ceratite
ulcerativa com
sequestração de córnea em felinos
A
ceratite ulcerativa crônica, com sequestração do estroma
corneano,é de ocorrência exclusiva nos felino.A condição
é ainda de-nominada de mumificação focal ou ceratite
necrosante (14,7). No seqüestro corneano a lesão
pode-se apresentar na forma de placa, elevada ou superficial, central ou
paracentral e bem circunscrita, oval e de coloração castanha-escura
ou negra, acompanhada por epífora, blefarospasmo, opacidade, hiperemia
conjutival e, ocasionalmente, quemose(27,7).
A respeito das inúmeras incursões realizadas no sentido de
se estabelecer a causa, está não é ainda conhecida.
agentes cáusticos, malformação palpebrais, ceratoconjutivite
seca, herpesvírus felino, trauma e infecções bacterianas
têm sido incluídos entre os prováveis precursores do
seqüestro corneano (14,7). O tratamento consiste na excisão
da lesão focal pela ceratectomia superficial. Antibioticoterapia
profilática e drogas ciclopégicas podem ser associadas. Nas
lesões profundas o emprego de enxertos ou de pedículos de
conjutiva pode estar indicado(7).
Ceratoconjutivite seca/ CCS/KCS
A
ceratoconjutivite seca ou olho seco é problema oftálmico comum
em cães. A condição geralmente resulta da deficiência
do componente aquoso do filme lacrimal pré-corneano e exibe várias
facetas: predisposição racial, hipotireoidismo, paralisia
do nervo facial, medicamentos (atropina, sulfonamidas), excisão cirúrgica
da glândula da terceira pálpebra, conjuntivite e cinomose têm
sido incriminados(28). Estudos recentes têm mostrado que
tanto a KCS dos cães como a de indivíduos da espécie
humana têm sua gênese a partir de alterações do
sistema imunogênico(18).
O diagnóstico é baseado nos sinais clínicos e nos resultados
obtidos com teste lacrimal de Schirmer. O sinal marcante em pacientes acometidos
traduz-se por secreção ocular mucóide a muco-purulenta,
que se adere ao epitélio e que, normalmente, acompanha perda brilho
na córnea e hiperemia conjuntival(28) (Figura 5). Casos
agudos podem produzir ulcerações superficiais , profundas
e até a perfuração da córnea. Todavia são
encontradas manifestações superficiais crônicas com
deterioração progressiva da visão. A vascularização
e a pigmentação são de ocorrência sistemática(28).

Figura 5 - Olho de um cão apresentando ceratoconjuntivite seca. Note-se edema, neovasos, depósitos de pigmentos e descargas ocular e periocular.
A abordagem terapêutica convencional consiste de instilações freqüentes de lágrima artificial, drogas antiinflamatórias, mucolíticos e antibióticos; e da utilização oral de pilocarpina - solução oftálmica a 1%, instilada 1 a 2 gotas ao dia, na refeição principal. Atualmente a ciclosporina A, na forma de colírio ou pomada, em diferentes concentrações e a intervalos de 12 ou 24 horss, tem sido empregada no alívio dos sinais clínicos e na lacrimogênese.(21,25,28).
SUMMARY
This Article shows the most common corneal diseases in small animal clinics, as well as their treatments.
Uniterms: Dog, Cat, Cornea
BIBLIOGRAFIA DE APOIO
1.
BISTNER,G.A. et al. Surgery of the cornea. In: Athas of veterinary ophtalmic
sugery. Philadelphia, W.B.Saunders, 1977, p. 157-79.
2 -BLOGG,G.R.Disease of the cornea. In: The eye in veterinary practice.
Philadelphia, W.B.Saunders, 1980, p.374-424.
3 -COLLINS, W.W.; RENDA, J.A.Olho e ouvido. In:THONSON, R. G. Patologia
veterinária especial. São Paulo, Manole, 1996, cap 127,
p. 1086-92.
4 -DICE, P.F. The canine cornea. In: GELATT,K. N. Veterinary ophthalmology.
Philadelphia, Lea e Febiger, 1981, p. 343-73.
5 -DZIEZYC, J. Ulcerative Keratitis. In: KIRK, R.W. Current veterinary
therapy XII. Philadelphia, W. B. Saunders, 1989, p. 656-8.
6 -GELATT, K. N. Corneal diseases in the dog. In: GLAZE, M. B. The compendium
collection::ophthalmology in Small animal practice. 2. ed. New Jersey,
Veterinary Learning Systems. 1996, p. 107-13.
7 -GELATT, K. N. Feline ophtalmology. In: GLAZE, M. B. The compendium
collection: ophthalmology in small animal practice. 2. ed. New Jersey,
Veterinary Learning Systems. 1996, p. 201-9.
8 -GELATT,K. N.; SAMUELSOM, D.A. Recurrent corneal erosions and epithelial
dystrophy in the boxer. Journal of the American Animal Hospital Association.
v.18, p. 453-60, 1982.
9 -KERN, T.J. Diseases of the cornea and sclera. In: BIRCHARD, S.J. e SHERDING,
R. G. Small animal practice. philadelphia, W. B. Saunders, 1994,
vol.1,p. 1197-207.
10 -KERN, T.J. Ulcerative Keratitis. Veterinary Clinics of North America:Small
Animal Practice. V.20,n.3, p.646-66, 1990.
11 -KIRSCHNER,S.E. et al. Diseases of the cornea and sclera. In: MORGAN,
R. V. Handbook of small animal practice. Philadelphia, W. B. Saunders,
1992,p. 1063-76.
12 -LAFORG,H. Diagnóstico y tratamiento de las úlceras corneales.
Waltham International Focus. v. 3,n. 1,p. 2-8, 1993.
13 -MAGRANE, W.G. Canine ophthalmology. 3. ed. Philadelphia, W. B.
Saunders, 1977. p. 107-44:: Diseases and surgery of the cornea and sclera.
14 -MORGAM, R.V. Feline corneal sequestration: a retropesctive study of
42 cases ( 1987 - 1991 ) Journal of the American Animal Hospital Association.
V.30,p.24-28, 1994.
15 -NASISSE,M.P. Canine ulcerative Keratitis In: GLAZE,M.B. The compendium
collection::ophthalmology in small animal practice. 2. ed. New Jersey,
Veterinary Learning Systems, 1996. p.45-57.
16 -NASISSE,M.P.Manifestations diagnoses, and treatment of ocular herpesvirus
infection in the cat. Continuing Education v.4, n.12, p.962-968,
1982.
17 -NELSON,D.L.;MACMILLAM,A.D.Doenças da córnea. In: KIRK,R.W.
Atualização terapêuticva veterinária.
São Paulo, Manole, 1988,p. 808-17.
18 -OLIVERO,D.K. Clinical evaluation of 1% cyclosporine for topical treatment
of Keratoconjuntivitis sicca in dogs. Journal of the American Veterinary
Medical Association. V.199, n. 8, p.1039-46, 1991.
19 -PENTLARGE,V.W. External pphthalmic disease and glaucoma In: LORENZ,
M. D. et al. Small animal medical therapeutics. Philadelphia, Lippincott
1992, p. 389-456.
20 -PERUCCIO,C. et al. Diagostics. In: PEIFFER,R.L.;PETERSEN-JHONES,S. M.
Small animal ophthalmology. 2. ed. Philadelphia, W. B. Saunders,
1997, p. 1-12.
21 -PETERSEN-JONES, S. Ocular discharge. In: PEIFFER,R.L.;PETERSEN-JONES,S.Small
animal ophthalmology. 2. ed. Philadelphia, W.B.Saunders, 1997,p. 197-225.
22 -RENWICK,P. Diagnosis and treatment of corneal disorders in dogs. In
Practice v. 18, n.7,p. 315-28, 1996.
23 -RENWICK,P;PETERSEN-JONES,S Orbital and ocular pain. In: PEIFFER,R.L.;
PETERSEN-JONES,S.Small animal ophthalmology. 2.ed. Philadelphia,
W.B.Saunders, 1997,p. 167-196.
24 -ROBERTS,S.M. Pannus. In: KIRK,R.W. Current veterinary therapy XII.
Philadelphia,W.B.Saunders,1995, p.1245-1248.
25 -SLATTER, D. Fundamentals of veterinary ophthalmology. 2.ed. Philadelphia,W.B.Saunders,
1990.p.257-303: Cornea and sclera.
26 -WHITLEY,R.D. Veterinary ophthalmology. 2.ed. Philadelphia, Lea
e Febiger,1981, Cap9, p. 307-354: Canine cornea.
27 -WILKIE, D.A.Diseases and surgery of the eye. In: SHERDING, R.G. The
cat diseases and clinical management. 2.ed. New York, Churchill Livingstone,
1994,vol.p.2011-2046.
28 -WILKIE,D.A.Management of Keratoconjutivitis sicca in dogs. In: GLAZE,M.B.
The compendium collection:ophthalmology in small animal practice.
2.ed. New Jersey, Veterinary Learning Systems. 1996.p.234-238.
* Extraído
de: Revista de Educação Continuada do CRMV-SP / Continuous Education Journal
CRMV-SP
São Paulo, volume 2, fascículo 1. p26 - 33, 1999.
* Com Autorização de Prof. Dr. José Luiz Laus