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Na
pele, o TVT apresenta-se como nodulações isoladas ou múltiplas.
Estas ulcerações de cores esbran-quiçadas, cinzas ou
rosadas e avermelhadas no centro podem estar associadas à miíase
e aos exsudatos purulentos.
A metástase do TVT é descrita como sendo baixa, facilitando
a regressão espontânea do tumor.
Histologicamente, observa-se a regressão tumoral por uma infiltração
de linfócitos, incluindo as células T, as quais são especializadas
na destruição das células tumorais.
Na regressão espontânea da neoplasia, há a importância,
também, das células B (plasmócitos que produzem IgG,
IgG2 e IgG4) e os macrófagos que participam da resposta imune do tumor.
3. diagnóstico
O diagnóstico
para o TVT genital através dos sinais clínicos e exame histopatológico.
Quando o tumor está alojado em outras regiões, é necessário
o estudo citológico para confirmação.
4.Tratamento
A excisão cirúrgica é efetiva em alguns animais. No entanto, a freqüência da recorrência após uma cirurgia e a dificuldade na obtenção de uma excisão completa em algumas localizações, torna a cirurgia uma má opção em muitos casos. No caso de TVT metastático, a cirurgia é inútil.
A quimioterapia
é o tratamento de maior escolha no caso de tumores múltiplos
ou metastáticos e também pode ser usada como um tratamento de
primeira linha para tumores locais solitários.
São efetivos:
- A combinação
de agentes quimioterápicos incluindo vincristina, ciclofosfamida e
metotrexato.
- A terapia com vincristina a 0,025mg/Kg (máximo de 1mg).
A vincristina é um alcalóide que atua bloqueando a mitose e a metáfase no ciclo celular. Ela é extremamente tóxica, que chega a causar transtornos neurológicos e disfunções motoras, se utilizada em excesso. Podem ocorrer alopecia, leucopenia, trombocitopenia, anemia, poliúria, disúria, febre e sintomas gastrointestinais.
4.1 Cuidados
No manuseio da vincristina, deve-se tomar precauções , evitando
o contato desta com a mucosa da pele, pois ela pode causar irritações
e ulcerações dolorosas. A melhor forma de ser usada é
seguindo as normas de paramentação completas, visando a proteção
física do individuo.
Aconselha-se a utilização de luvas e botas de borracha, avental
plástico ou de material impermeável com mangas longas, gorro
e máscara de materiais impermeáveis e óculos de proteção.
Essa paramentação deve ser estendida a todos os ocupantes da
sala de quimioterapia.
4.2
Resultado quimioterápico
Na quimioterapia com vincristina, há 90% de recuperação
dos cães tratados com dose de 0,5 - 0,7mg/m2 via endovenosa, uma vez
por semana, durante mais ou menos um mês.
A utilização de vincristina é efetiva como terapia, com
a vantagem de apresentar menos efeitos colaterais.
Em casos de
tumores malignos, a vincristina (inibidora da mitose) responde melhor ao tratamento,
se associada à ciclofosfamida, que interfere na síntese de DNA,
e o metotrexato (anti-metabólico). Essa associação provoca
índice de cura de aproximadamente 100%.
Pode-se associar também à vincristina, doses de Baypamun (medicamento
distribuído pela Bayer), visando à cura rápida com menor
dose de sulfato de vincristina, a fim de reduzir as possíveis reações
adversas que podem ser provocadas por ele.
Nos casos resistentes à vincristina, a radiação é efetiva e pode ser usada como meio de tratamento único ou como coadjuvante à cirurgia. Porém, a maioria dos cães mostra uma resposta total após dose única do quimioterápico.
5.Conclusão
A diversidade
na forma de apresentação da neoplasia, reforça a necessidade
de biópsias e exames histopatológicos para um diagnóstico,
prognóstico e tratamento adequados e eficientes na regressão
e total eliminação das células tumorais.
O tratamento mais efetivo, até o momento, tem sido o tratamento quimioterápico
com a utilização de vincristina, associada ou não a outras
drogas.
Referências Bibliográficas
BIRCHARD,
S.J.;SHERDING, R.G. Saunders manual of small animal practice - São
Paulo: Roca, 1998.
REVISTA CLÍNICA VETERINÁRIA.Tumor Venéreo Transmissível
canino na região de Alfenas, Minas Gerais: formas de apresentação
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Editora Guará, 2001.
BOSTOCK, D.E.;OWEN, L.N. Neoplasia in the cat, dog and horse - Transmissible
Veneral Tumour, p.68-0, pictures 123-124. London, 1975.
INTERNET: <http.//www.anclivepa-rs.com.br/index5.html>. Acesso
em 21/01/02.