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São Paulo,

ATOPIA CANINA

          Atopia canina é uma doença dermatológica causada por uma hipersensibilidade hereditária a alergenos inaláveis (poluição, pólen, mofo, ácaros, etc).

          Os animais do sexo feminino apresentam maior incidência de atopia.

          As raças mais afetadas são: Pastores alemães, Boxers, Labradores Retrievers, Golden Retrievers, Cairn Terriers, Fox Terriers, Irish Setters, Dálmatas, Poodles e Schnauzers miniaturas.

          Geralmente a atopia se manifesta entre um e três anos de idade, sendo difícil sua manifestação em cães com idade inferior a seis meses.

          Os cachorros acometidos pela atopia apresentam lesões auto produzidas (auto-traumatismo). Essas feridas aparecem na face, patas, axilas e virilhas. O primeiro sintoma da atopia é o eritema. Conforme a patologia vai progredindo surge alopecia, piodermatite secundária, hiperpigmentação e liquenificação.

          Outros aspectos clínicos são: crises de espirros, conjuntivite, rinite, otite externa e alteração da cor da pelagem causada pela saliva. Pode ocorrer hiperidrose (10 a 20% dos casos) e raramente asma.

          Para diagnosticar a atopia, é necessário que o cachorro apresente no mínimo três dos seguintes sintomas principais: prurido, envolvimento facial e/ou digital, liquenificação, dermatite crônica, histórico familiar de atopia e predisposição racial. E três sintomas secundários: eritema facial, conjuntivite, piodermatite, xerose, hiperidrose, reatividade imediata ao teste cutâneo, IgG alergeno-específico elevado e IgE alergeno-específico também elevado.

          Para se definir o alergeno responsável é necessário que se aplique testes alérgicos intradérmicos ou que o teste seja feito através de análise específica de amostra sanguínea.

          O tratamento da patologia envolve o uso de glicocorticóides e hipossensibilização. Para cães que não podem ser mantidos sob controle com a hipossensibilização e cães idosos é indicada a prednisona, que deve ser administrada por via oral em quantidade de 1mg/Kg por dia durante o período de sete a dez dias. Em seguida a terapia é ministrada em dias alternados até a dose ser reduzida para a mais baixa de manutenção efetiva.

          Porém, o mais importante é conseguir identificar o alérgeno e evitar o contato (inalação) do animal com o mesmo.

Luiz Gustavo Fabris – Estagiário

Dr. Sidney Piesco de Oliveira - Orientador