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OSTEODISTROFIA
HIPERTRÓFICA
Osteodistrofia hipertrófica (ODH) é uma doença óssea que afeta principalmente cães jovens de grande porte e gigantes.
Não se conhece o agente etiológico da osteodistrofia hipertrófica. As hipóteses mais prováveis são as de distúrbios nutricionais, hipovitaminose C, e hipersuplementação vitamínica e mineral.
Os sintomas da patologia aparecem entre três e sete meses de idade. Os sinais clínicos são tumefação dolorosa leve a moderada nas metáfises, principalmente na parte distal do radio e ulna e da tíbia. Ocorre claudicação que varia entre suave a total falta de sustentação do peso do corpo. Pirexia de até 41,1ºC, anorexia, perda de peso e depressão são freqüentes. Os machos são mais afetados que as fêmeas. A doença pode desaparecer espontaneamente do organismo, ou progredir para um estado mais grave, que causa deformidade óssea e morte.
O diagnostico da osteodistrofia hipertrófica é feito a partir do histórico dos sinais clínicos do animal e palpação das metáfises afetadas que ficam quentes, inchadas e doloridas. Exames laboratoriais não revelam o quadro da doença.
Radiograficamente as alterações ocorrem nas metáfises dos ossos longos e geralmente são bilateralmente simétricas. Aparecem como faixas radiotransparentes anormais no interior das metáfises. Mandíbula, escapula e costelas também podem ser afetadas. A lesão radiográfica característica é a esclerose generalizada.
Na parte distal do radio e da ulna, devido a uma maior velocidade de crescimento ósseo, as anormalidades são mais evidentes. A doença progride formando um novo osso periostal em torno da metáfise, que pode até envolver toda a diáfise. Pode-se observar a tumefação do tecido mole sobre a área de proliferação óssea.
Não existe
tratamento especifico para a osteodistrofia hipertrófica. Deve-se
corrigir os desequilíbrios dietéticos e reduzir o consumo
calórico. Administração de analgésicos não-esteroides
são recomendados para aliviar o desconforto. Animais severamente
afetados devem ser alimentados através de sonda de faringostoma ou
de gastrotomia. Fluidos parenterais são indicados para evitar a desidratação.
Luiz Gustavo Fabris Estagiário
Dr. Sidney Piesco de Oliveira Orientador
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