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HORTO TERÁ CENTRO DE MANEJO DE ANIMAIS SILVESTRES
O Brasil é
considerado o mais rico país em diversidade de espécies animais
do planeta e um dos mais importantes bancos de biodiversidade. Mais de 218
espécies de animais silvestres já se encontram na lista dos
animais em extinção e pelo menos 7 dessas espécies são
consideradas extintas, não sendo registradas suas presenças
nos últimos 50 anos.
As principais causas da redução de espécies e espécimes
são a destruição dos habitats por corte de vegetação,
a ocupação humana e a exploração econômica.
O tráfico de animais silvestres também é responsável.
Calcula-se que 12 milhões de animais são retirados anualmente
do país de forma ilegal.
Frente a esse quadro, a Secretaria Estadual do Meio Ambiente vem implantando um Programa de Proteção à Fauna Silvestre do Estado de São Paulo, desenvolvido pela Fundação Florestal, e que foi oficialmente apresentado no último dia 7/11, para técnicos da área ligados às instituições da SMA. O primeiro passo deste programa é a criação de Centros de Manejo de Animais Silvestres (CEMAS), cuja primeira unidade já está sendo implantada no Parque Estadual Alberto Loefgreen (Horto Florestal), na capital.
Segundo Angela Maria Branco, coordenadora do programa, o grande interesse econômico sobre os animais silvestres, a falta de fiscalização, a destinação imprópria dos animais, o tráfico, o não cumprimento da legislação e, principalmente, a falta de serviços de triagem e manejo são os principais problemas do setor. "Atender às exigências legais de proteção à fauna silvestre, promover o inventário dos animais e parcerias com universidades , ONGs e iniciativa privada, além da elaboração de planos de manejo e a criação de uma rede de informações e de serviços voltados à fauna são os objetivos que estamos propondo a viabilizar para efetivamente protegermos a fauna silvestre no Estado", diz.
O CEMAS será um serviço de recepção de animais silvestres nativos, onde é prestado o atendimento médico veterinário, com suporte laboratorial e acompanhamento biológico, visando a plena recuperação do animal para primordialmente reintegrá-lo à natureza. Está sendo construído no Horto Florestal e contará com hospital veterinário, totalmente equipado, com setores de quarentena, internação hospitalar, área de reabilitação e de visitação.
Foi estabelecido um número médio de 380 vagas, em recintos para animais de médio a grande porte, sendo 42 destinados a quarentena, 168 para internação, 160 para a reabilitação e 10 na UTI, além de centenas de vagas para pequenas aves. No CEMAS serão atendidos os animais encaminhados pelas Unidades de Conservação do Estado, Polícia Florestal, Ibama, Corpo de Bombeiros, Centros de Controle de Zoonoses, entidades ambientalistas e comunidade. Os animais serão reabilitados e depois soltos na localidade de procedência. Os que não se reabilitarem ou que não sejam procedentes do Estado, deverão ser encaminhados, após a alta médica, para o Estado de origem, zoológicos, criadouros ou instituições de pesquisa, com a devida autorização do Ibama.
Fonte deste texto: http://www.ambiente.sp.gov.br/destaque/cemas.htm