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São Paulo,

O TRÁFICO DE ANIMAIS SILVESTRES

 

O principal fator para uma fiscalização precária contra o tráfico de animais domésticos não é a falta de homens ou equipamentos, esse fator tão importante é a falta de abrigo para os animais capturados. Atualmente, o tráfico de animais silvestres é o terceiro tipo de tráfico no Brasil, perdendo apenas para o de drogas e de armas, e a principal rota para o tráfico desses animais é São Paulo, por ser um grande mercado comprador.

Os fiscais do IBAMA e os agentes da Polícia Florestal admitem que a fiscalização está diretamente condicionada ao número de abrigos oferecidos. Esses abrigos, em São Paulo, são apenas dois centros de triagem e habilitação de animais silvestres com capacidade para abrigar apenas 400 animais, somando a capacidade dos dois centros. Como a capacidade é pequena, os fiscais do IBAMA têm que avisar antes de uma operação e estimar o número de animais que pretendem apreender.

Para termos uma idéia da crueldade dos traficantes, muitos animais são sedados, colocados dentro de malas de viagem por até 20 horas ou dentro de tubos de PVC. Apenas 10% conseguem sobreviver. Todas as drogas sedativas são controladas, portanto, há também o tráfico de drogas envolvido nessa operação.

Alguns abrigos de criadores particulares cadastrados pelo IBAMA são aproveitados de, forma provisória, para os animais capturados. Pequenos zoológicos também participam dessa operação.

Há previsão de ampliação dos atuais centros de triagem que estão previstas para acabar no início de 2002.

A Secretaria Estadual do Meio Ambiente está prevendo a construção do primeiro centro de triagem para animais silvestres administrado pelo estado, mas ainda não tem prazo para a conclusão das obras.

A conclusão que podemos chegar é que enquanto o município e o estado não investem em locais para o abrigo dos animais silvestres capturados em operações do IBAMA e da Polícia Florestal, os traficantes agradecem.

 

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