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São Paulo,
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PROBLEMAS ÓSSEOS DOS ANIMAIS EM CRESCIMENTO

 ÍNDICE

  1. Fraturas Pediátricas
  2. Consolidações Ósseas Anormais
  3. Distúrbios Nutricionais : Hipernutrição e Hipersuplementação
  4. Osteodistrofia Hipertrófica
  5. Necrose Asséptica Da Cabeça Do Fêmur
  6. Displasia Coxofemural
  7. Osteocondrose
  8. Não União Do Processo Ancôneo
  9. Osteocondrose Do Cotovelo e Fragmentação Do Processo Coronóide

1) FRATURAS PEDIÁTRICAS

 As fraturas nos animais jovens geralmente ocorrem na região metafisária dos ossos longos. As diáfises dos ossos longos são mais resistentes e elásticos do que os ossos de animais mais velhos, portanto comportam mais deflexão antes de se fraturarem completamente.

As fraturas em galho verde ou incompletas são comuns em filhotes de cães e gatos.

A região metafisária constitui o principal local de crescimento ósseo longitudinal, ela possui um componente cartilaginoso composto de zonas de desenvolvimento, um componente ósseo composto de osso trabecular e um componente fibroso composto de fibroblasto e feixes fibrosos.

A epífise dos animais imaturos possui uma placa de crescimento que dá origem a algum aumento no comprimento ósseo, embora o crescimento significativo longitudinal aconteça na placa de crescimento metafisário.

Em tentativas de redução fechada de fraturas em animais jovens, o osso pode se fraturar facilmente além da fratura inicial, pois esse é geralmente mais mole e sensível a forças exercidas sobre ele.

O prognóstico para fraturas em animais em crescimento, depende do tipo de lesão, localização da fratura, tipo de reparo e potencial de crescimento restante na placa de crescimento metafisário no momento da lesão.

Algumas fraturas que envolvem a placa de crescimento tem o potencial de retardar ou parar o crescimento ósseo, e criar deformidades dos membros, devido ao encurtamento ou a mudança angular do membro.

Após o reparo da fratura, a consolidação é rápida e a maioria dos animais produz calo exuberante independente do método de imobilização.

A não união é muito incomum.

Em fraturas articulares, a redução anatômica e fixação rígida são necessárias para se restabelecer a articulação funcional.

TRATAMENTO

Se a fratura tiver menos de 48 horas de ocorrência e não for uma fratura de placa de crescimento pode-se reduzi-la e mantê-la na posição com um penso.

A fixação interna é recomendada quando ocorrem:

a.       Fraturas que causem deformidades rotacional ou encurtamento,

b.       Fraturas que resultam em incongruência da superfície articular,

c.       Fraturas que afetem a placa fiseal e, portanto, o crescimento ósseo,

d.       Fraturas de fêmur.

Independente da localização da fratura, o método de fixação interna não deve se estender à placa de crescimento metafisário, deve-se deixar um potencial de crescimento. É aceitável cruzar as linhas de fissura com os pinos.

Se for necessária a fixação interna em uma fratura de placa de crescimento, o método escolhido deve proporcionar estabilização adequada e minimizar danos adicionais à fise.

Pinos únicos ou pareados de Kirshnner constituem os implantes de escolha para as fraturas que envolvam a placa de crescimento metafisário.

Pinos, fios de aço de cerclagem, fixadores externos, placas e parafusos constituem os métodos apropriados de fixação interna para as fraturas diafisárias nos animais imaturos.

CUIDADOS E COMPLICAÇÕES PÓS-OPERATÓRIAS

É necessário remover os pinos que atravessam a placa de crescimento em 3 a 4 semanas para reduzir seus efeitos no crescimento potencial.

Tire radiografias para avaliar sinais de interrupção prematura do crescimento. O fechamento prematuro da fise de um par de ossos (por exemplo, o rádio e da ulna ) geralmente resulta em deformidade angular e incongruência articular significativas.