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PROBLEMAS ÓSSEOS DOS ANIMAIS EM CRESCIMENTO
ÍNDICE
1) FRATURAS PEDIÁTRICAS
As fraturas nos animais jovens geralmente
ocorrem na região metafisária dos ossos longos. As diáfises dos ossos longos
são mais resistentes e elásticos do que os ossos de animais mais velhos, portanto
comportam mais deflexão antes de se fraturarem completamente.
As fraturas em galho verde ou incompletas são comuns
em filhotes de cães e gatos.
A região metafisária constitui o principal local
de crescimento ósseo longitudinal, ela possui um componente cartilaginoso
composto de zonas de desenvolvimento, um componente ósseo composto de osso
trabecular e um componente fibroso composto de fibroblasto e feixes fibrosos.
A epífise dos animais imaturos possui uma placa
de crescimento que dá origem a algum aumento no comprimento ósseo, embora
o crescimento significativo longitudinal aconteça na placa de crescimento
metafisário.
Em tentativas de redução fechada de fraturas em
animais jovens, o osso pode se fraturar facilmente além da fratura inicial,
pois esse é geralmente mais mole e sensível a forças exercidas sobre ele.
O prognóstico para fraturas em animais em crescimento,
depende do tipo de lesão, localização da fratura, tipo de reparo e potencial
de crescimento restante na placa de crescimento metafisário no momento da
lesão.
Algumas fraturas que envolvem a placa de crescimento
tem o potencial de retardar ou parar o crescimento ósseo, e criar deformidades
dos membros, devido ao encurtamento ou a mudança angular do membro.
Após o reparo da fratura, a consolidação é rápida
e a maioria dos animais produz calo exuberante independente do método de imobilização.
A não união é muito incomum.
Em fraturas articulares, a redução anatômica e fixação
rígida são necessárias para se restabelecer a articulação funcional.
TRATAMENTO
Se a fratura tiver menos de 48 horas de ocorrência
e não for uma fratura de placa de crescimento pode-se reduzi-la e mantê-la
na posição com um penso.
A fixação interna é recomendada quando ocorrem:
a.
Fraturas que causem deformidades rotacional ou encurtamento,
b.
Fraturas que resultam em incongruência da superfície articular,
c.
Fraturas que afetem a placa fiseal e, portanto, o crescimento ósseo,
d.
Fraturas de fêmur.
Independente da localização da fratura, o método
de fixação interna não deve se estender à placa de crescimento metafisário,
deve-se deixar um potencial de crescimento. É aceitável cruzar as linhas de
fissura com os pinos.
Se for necessária a fixação interna em uma fratura
de placa de crescimento, o método escolhido deve proporcionar estabilização
adequada e minimizar danos adicionais à fise.
Pinos únicos ou pareados de Kirshnner constituem
os implantes de escolha para as fraturas que envolvam a placa de crescimento
metafisário.
Pinos, fios de aço de cerclagem, fixadores externos,
placas e parafusos constituem os métodos apropriados de fixação interna para
as fraturas diafisárias nos animais imaturos.
CUIDADOS E COMPLICAÇÕES PÓS-OPERATÓRIAS
É necessário remover os pinos que atravessam a placa
de crescimento em 3 a 4 semanas para reduzir seus efeitos no crescimento potencial.
Tire radiografias para avaliar sinais de interrupção
prematura do crescimento. O fechamento prematuro da fise de um par de ossos
(por exemplo, o rádio e da ulna ) geralmente resulta em deformidade angular
e incongruência articular significativas.